domingo, 19 de maio de 2013

"Sobre árvores, flores, pássaros e poetas"

08/03/13

A minha vida é perfeita
Só falta a minha flor que amo muito
E que vive livre por aí
Mas a quero exatamente assim
Livre e feliz.
Serei árvore de raízes profundas
Para quando quiseres repousar à sombra,
que eu te dê meus longos galhos.
Para te respingar meu orvalho
Para que descanses
Respires
E eu te cante
E tu me cantes.
"Quero que surjas em mim como a fé nos desesperados".
Porque quando te vi abrindo as pétalas ao sol
Fiquei cega de amor. E não pude controlar.
Simplesmente tua serena tocha queimava no meu descompromissado coração.
Foi como um tapa (ou um suspiro?) ...
E em dois segundos, era tua.
Mas "os sentimentos não podem ser controlados. Apenas as ações. As ações são pássaros engaiolados. Os sentimentos, pássaros livres que voam ao vento" (alguma coisa assim, Mário Quintana)

Então que pude fazer a não ser me entregar?! A não ser te dar meu banquete, te oferecer meu mel?!
Eu quero sempre lamber as emoções, viver intensamente, sentir no útero cada segundo dessa vida passageira.
Então me joguei de cabeça em você. E te amei em todos os momentos. Ainda te amo desde que começaste a existir dentro de mim.
Te amo por dentro e por fora. Do avesso. Te amo na fúria e na calma.
Te admiro. Me ensinas tantas coisas com as tuas poucas e simples palavras. És a morada do meu prazer.
Não sei como explicar o tanto que gosto do seu rosto, da sua boca, nariz e sobrancelhas. Os olhos então, nem se fala. Não sei de cor o formato porque quando olho para eles, me perco e mergulho na sua alma. Saio do plano físico.
Eu deixarei que ganhes os céus, mas quero que saibas que fui eu que te colhi.

"Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei a minha face
na tua face e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada." (Vinícius de Moraes)


Nenhum comentário:

Postar um comentário